sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Em plena Maturidade ...

sinto em mim,a menina assombrada com beleza da chuva que chega sobre as árvores num jardim de muitas décadas atrás.Tudo aquilo é pra sempre meu,ainda que as pessoas amadas partam,que a casa seja vendida que eu já não seja aquela.Pra isso precisei abrir em mim um espaço onde abrigar as coisas positivas e desejei que fosse maior do que o local onde inevitalvélmente eu armazenaria as ruins..
Os contornos desse meu eu que me propuseram,precisam ser  ampliados segundo o meu jeito,para que dentro de todas as minha limitações eu pudesse me abrir e acolher a vida em constante transformação.Boa parte do tempo andamos meio á cegas,avançando por erro e tentativa tateando entre os desafios de cada dia.Sobre essa terra firme ou areia traiçoeira teremos de erguer a nossa casa pessoal,feita em parte desses materiais brutos.Nem tudo pode ser programado,pois os cálculos tem resultados imprevistos.Misturamos em nós possibilidades de rastejar,medo e fervor..Talvez seja utopia,mas se eu não deixar que se embote a minha sensibilidade,quando eu envelhecer,em vez de estar desgastada eu terei chegado ao máximo exercício dos meus afetos.
Carregamos muito peso Ínutil,largamos no caminho objetos que poderiam ser preciosos e recolhermos inutilidades,corremos sem parar até aquele fim temido,raramente nos sentamos para olhar em torno,avaliar o caminho e modificar ou manter nosso projeto pessoal,ou nem tínhamos desejos pessoais,nos diluímos nas águas da sorte ou da vontade alheia.

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